Quando tudo parece quieto, o Altíssimo ainda trabalha
Há momentos em que a alma se ajoelha e o coração clama, mas o céu parece distante. São dias em que o silêncio pesa, e a fé parece pequena diante do que não se entende. Cada pessoa que caminha com YAUH conhece esse tempo, o tempo em que a voz do Altíssimo parece se esconder. É nesse espaço entre o clamor e a resposta que a fé é provada e fortalecida. É ali que nasce a verdadeira confiança: a fé no silêncio de YAUH.
O Salmo 22 é um retrato profundo dessa dor e dessa esperança. Ele começa com o grito de quem se sente esquecido, mas termina com a certeza de que YAUH nunca deixou de ouvir. O salmista, mesmo cercado por medo e solidão, ainda reconhece: “Tu és o Santo”. Isso nos mostra que a fé verdadeira não depende do que sentimos, mas do que sabemos sobre quem YAUH é, constante, presente e fiel.
YAUH meu, por que me desamparaste?
Por que estás tão longe de ajudar-me e das palavras do meu clamor?
Clamo de dia, e não me respondes;
de noite, e não tenho descanso.
Mas Tu és o Santo, que habitas entre os louvores do Teu povo.
Não Te afastes de mim, Altíssimo,
porque a angústia está perto e não há quem ajude.
Tu és a minha força, apressa-Te em socorrer-me.
Livra-me da espada, e a minha vida do poder do cão.
Salva-me da boca do leão e dos chifres dos búfalos.
Então declararei o Teu nome aos meus irmãos,
no meio da congregação Te louvarei.
Porque não desprezaste nem escondeste Teu rosto do aflito,
mas quando ele clamou, Tu o ouviste.
Os mansos comerão e se fartarão,
e todos os limites da terra se lembrarão de YAUH.
(Salmo 22)
Há algo sagrado no silêncio de YAUH. É nesse tempo que Ele trabalha de forma invisível, alinhando caminhos, curando o que não se vê e moldando o coração de quem confia. Às vezes pedimos respostas, mas o Altíssimo quer nos dar algo maior: maturidade espiritual. Ele transforma o vazio em encontro, o silêncio em escuta e a espera em sabedoria. Quem aprende a permanecer fiel no silêncio descobre que o Altíssimo nunca se ausenta, apenas muda o modo de agir.
Essa súplica do salmista é um lembrete de que até o clamor mais fraco é ouvido. O silêncio de YAUH não é rejeição, é cuidado. Ele não se apressa porque sabe o momento certo de agir. Enquanto esperamos, Ele fortalece o que está por dentro. Quando o tempo dEle chega, o que parecia demora se revela propósito. O que parecia dor se transforma em direção. É assim que nasce a fé no silêncio de YAUH, uma fé que não depende de sinais visíveis, mas confia na presença invisível do Criador.
Por isso, se o céu parecer calado, não desista. Continue orando, mesmo sem sentir. Continue acreditando, mesmo sem ver. O Altíssimo está mais perto do que você imagina. O silêncio é apenas o espaço que Ele usa para trabalhar no que você ainda não compreende. Quando tudo parecer imóvel, lembre-se: o Altíssimo ainda está escrevendo.
Momento Coração
(inspirado no Salmo 22)
Pai meu,
às vezes Te procuro e só encontro silêncio.
Falo contigo e o vazio me responde,
mas mesmo assim, algo em mim sabe:
Tu estás aqui.
O mundo parece não entender minha fé,
e eu mesmo, às vezes, também não entendo.
Mas lembro que foste Tu quem me viu primeiro,
quem me guardou quando ninguém mais ficou.
Pai meu,
não te afasta de mim.
Há dias em que a dor grita mais alto que a esperança,
mas é Tua presença que me mantém de pé,
mesmo quando não sinto nada.
Quando tudo parece perdido,
Tu me sustentas em silêncio.
E quando o tempo passa, eu percebo:
não me deixaste,
apenas me ensinaste a confiar.
Teu silêncio não foi castigo,
foi cuidado.
Foi amor me moldando,
até eu aprender a ouvir com o coração.
YAUH às vezes se cala,
não porque esqueceu de ti,
mas porque está preparando algo que só o tempo revela.
Referência: Salmo 22 – Bíblia Sagrada Online.
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