Poemas de amor verdadeiro: presença, reciprocidade e paz
Poemas de amor verdadeiro
O amor é um sentimento que não deveria nos deixar em dúvida o tempo todo.
Amor, quando é de verdade, não é perfeição. É sinceridade. É cuidado. É presença. É aquele tipo de abraço que a gente sente mesmo antes de encostar.
Hoje eu trouxe versos do fundo do coração, inspirados nessa vontade bonita de viver um amor verdadeiro. Não raso, mas que fique. Não confuso, mas claro. Um amor com reciprocidade, presença e verdade. Um amor que não pede que a gente se diminua para caber.
Esses poemas de amor falam do que a gente sente quando decide não aceitar menos.
Entra devagar. Fica à vontade. Que esses versos te façam se sentir em casa.
Amor verdadeiro é sentimento que acolhe
Eu não quero um amor que me aperte por dentro
eu quero um amor que me acalme
um sentimento que chegue sem barulho
e faça o coração descansar
Eu não preciso de um amor perfeito
eu preciso de um amor sincero
daqueles que seguram a verdade com carinho
e não soltam a minha mão quando eu choro
O amor que eu peço é simples
olho no olho
coração disponível
e um “tô aqui” que não vira promessa vazia
Não perfeito, mas sincero
Eu aceito o imperfeito
os dias em que a gente se perde um pouco
eu aceito o erro
quando vem com cuidado
Mas eu não aceito mentira disfarçada de carinho
porque sinceridade é o jeito mais bonito
de proteger o que eu sinto
Eu não quero palavras enormes
eu quero um amor que prove no simples
um cuidado que aparece no cotidiano
como quem rega uma flor
Se for amor, que seja honesto
que saiba pedir desculpa
que saiba conversar
que saiba voltar
Não raso, mas que fique
Eu quero um amor que fique
no dia comum
na semana pesada
na noite em que a saudade bate sem aviso
Que fique sem me prender
mas me escolhendo
como quem escolhe casa
sem precisar provar nada
Amor raso passa rápido
faz barulho e some
amor verdadeiro fica quietinho
e permanece
Chega de normalizar ausência e silêncio
Eu cansei de ausência repetida
daquela que vira costume
e me deixa sentindo falta
mesmo quando a pessoa “tá comigo”
Tem silêncio que é pausa
e tem silêncio que é distância
eu não quero mais morar
no lugar onde eu me calo para não perder
Eu não aceito mais sumiço
como se meu sentimento fosse detalhe
eu sou coração
não sou intervalo
Migalhas emocionais não alimentam o coração
Eu não quero migalhas emocionais
porque migalhas fazem o peito ter fome
e eu já passei tempo demais
tentando me convencer de que “tá bom”
Carinho em gotas
presença de vez em quando
isso não é amor que cuida
é amor que confunde
Eu mereço amor inteiro
mesa posta
olhar firme
e um sentimento que não me deixe pedindo o mínimo
Reciprocidade, presença e verdade
Reciprocidade é quando eu sinto
que não estou amando sozinho
quando o meu cuidado não cai no vazio
e volta pra mim
em forma de abraço
Presença é quando a outra pessoa fica
quando não some no meio do caminho
quando carinho não depende do humor
e eu não preciso disputar atenção
pra me sentir lembrado
Verdade é quando palavra e atitude andam juntas
e eu não preciso adivinhar
eu só sinto
e isso me dá paz
Esperar e crescer também é amor próprio
Eu escolho esperar
não por fraqueza
mas por respeito a mim
porque eu não me abandono mais
Dizer não dói
mas dói mais aceitar o que me fere
então eu aprendi a me proteger
sem fechar o coração
Enquanto eu espero
eu cresço
eu me cuido
eu volto para mim
e isso também é amor
Quando a gente se respeita, o amor certo reconhece
Quando eu me respeito
eu paro de aceitar o quase
e começo a escolher o que me honra
com calma, com firmeza, com carinho
O amor certo reconhece
sem confundir
sem desaparecer
sem deixar meu coração no escuro
O amor da minha vida
vai ser abrigo
vai ser clareza
vai ser presença
vai ser paz
Amor da minha vida
Eu quero viver um amor verdadeiro.
Não perfeito, mas sincero.
Não raso, mas que fique.
Eu quero parar de normalizar ausência, silêncio e migalhas emocionais.
Quero reciprocidade, presença e verdade.
E se isso exige esperar, crescer e dizer não para o que não me honra,
então eu escolho esperar.
Porque quando a gente se respeita,
o amor certo reconhece.
E você?
E você, o que você não aceita mais?
Se esses poemas de amor tocaram você, fica mais um pouquinho.
Agora me diz, do seu jeito:
o que você não aceita mais?
Se quiser comentar, escreve só uma frase:
“eu não aceito mais…”
Obrigada por ficar até o fim destes poemas de amor. Que você encontre presença, reciprocidade e paz.
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